"Se a curiosidade aqui te conduziu, Bendita curiosidade que te fará um Mensageiro da Paz!"

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O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo (Quarta Obra - 1865)




Lendo-se este livro com atenção, vê-se que a sua estrutura corresponde a um verdadeiro processo de julgamento. Na primeira parte temos a exposição dos fatos que o motivaram e a apreciação judiciosa, sempre serena, dos seus vários aspectos, com a devida acentuação dos casos de infração da lei; na segunda parte o depoimento das testemunhas. Cada uma delas caracteriza-se por sua posição no contexto processual. E diante dos confrontos necessários, o juiz pronuncia a sua sentença definitiva, ao mesmo tempo enérgica e tocada de misericórdia. Estamos ante um tribunal divino. Os homens e suas instituições são acusados e pagam pelo que devem, mas agravantes e atenuantes são levados em consideração à luz de um critério superior.

A 30 de setembro de 1863, como se pode ver em Obras Póstumas, Kardec recebeu dos Espíritos Superiores este aviso: "Chegou a hora de a Igreja prestar contas do depósito que lhe foi confiado, da maneira como praticou os ensinamentos do Cristo e do uso que fez de sua autoridade; enfim, do estado de incredulidade a que conduziu os espíritos." Esse julgamento começava com a preliminar constituída pelo O Evangelho Segundo o Espiritismo e devia continuar com O Céu e o Inferno. Dentro de dois anos, em seu número de setembro de 1865, a Revista Espírita publicaria em sua seção bibliográfica a notícia do lançamento do quarto livro da Codificação Espírita: O Céu e o Inferno. Faltava apenas A Gênese para completar a obra da Codificação da III Revelação.

Dois capítulos de O Céu e o Inferno foram publicados antecipadamente na Revista: o capítulo intitulado Da Apreensão da Morte, vigorosa peça de acusação, no número de janeiro de 1865, e o capítulo Onde é o Céu, no número de março do mesmo ano. Apareceram ambos como se fossem simples artigos para a Revista, mas o último trazia uma nota final anunciando que ambos pertenciam a uma "nova obra que o Sr. Allan Kardec publicará proximamente".

Em setembro a obra já aparece anunciada como à venda. Kardec declara que, não podendo elogiá-la nem criticá-la, a Revista se limitava a publicar um resumo do seu prefácio, revelando o seu conteúdo. Os capítulos antecipadamente publicados aparecem, o primeiro com o mesmo título com que saíra e o segundo com o título reduzido para O Céu.

Estava dado o golpe de misericórdia nos dogmas fundamentais da teologia do cristianismo formalista, tipo inegável de sincretismo religioso com que o Cristianismo verdadeiro, essencial e não formal, conseguira penetrar na massa impura do mundo e levedá-la à custa de enormes sacrifícios. Kardec reafirma o caráter científico do Espiritismo. Como ciência de observação a nova doutrina enfrenta o problema das penas e recompensas futuras à luz da História, estabelecendo comparações entre as idealizações do céu e do inferno nas religiões anteriores e nas religiões cristãs, revelando as raízes históricas, antropológicas, sociológicas e psicológicas dessas idealizações e denunciando os absurdos a que chegara a imaginação teológica na formulação dos dogmas cristãos.

O primeiro capítulo de O Céu e o Inferno intitula-se O Futuro e o Nada. Esse título coloca o leitor em face das duas alternativas fundamentais do espírito. Kardec se revela ao mesmo tempo cartesiano e shakespeariano. É cartesiano quando propõe esta premissa lógica, de agudo realismo: vivemos, pensamos, agimos; isto é positivo; não é menos certo que morremos. É shakespeariano quando evoca o dilema: ser ou não ser, eis a alternativa. Mas ao mesmo tempo se opõe, com a antecedência de mais de um século, à tese do nada que surgirá ali mesmo, na França, com a filosofia existencial de Jean-Paul Sartre, o teórico da frustração e da nadificação do homem.

O que mais impressiona neste processo jurídico é a objetividade da acusação. Não estamos diante de um tribunal romano, onde as normas do Direito se subordinam às exigências imediatistas do Império, mas perante um tribunal grego do mundo socrático, onde o juiz implacável pergunta a todo instante: o que é isso? E exige definição precisa segundo as leis da maiêutica. Estas comparações não são retóricas, são simplesmente históricas. O processo lógico de Kardec segue as linhas dialéticas da busca socrática da verdade, segundo a exposição platônica. O juiz que pontifica neste tribunal não enverga a toga impura de Anito, mas a túnica de Platão.

A comparação do inferno pagão com o inferno cristão é um dos mais eficazes trabalhos de mitologia comparada que se conhece. A mitologia cristã se revela mais grosseira e cruel que a pagã.

Bastaria isso para justificar o Renascimento. O mergulho da humanidade no servedouro medieval levou a natureza humana a um retrocesso histórico só comparável ao do nazi-fascismo em nosso tempo. Os intelectuais materialistas assustaram-se com o retrocesso do homem nos anos 40 do nosso século e puseram em dúvida a teoria da evolução. Se houvessem lido este livro de Kardec saberiam que a evolução não se processa em linha reta, mas em ascensão espiralada. Os teólogos medievais estavam racional e moralmente atrasados em relação aos teólogos gregos porque representavam uma vasta camada de população ainda não atingida pelas luzes da cultura helênica. A evolução do homem na Terra está sujeita às vicissitudes da superposição periódica de camadas populacionais inferiores que precisam aflorar na superfície cultural para se beneficiarem. A queda do Império Romano foi um momento de superposição dos bárbaros, que precisavam abeberar-se na cultura clássica. No episódio aparentemente inexplicável do nazi-fascismo tivemos um novo afloramento dos instintos bestiais do homem. Esses instintos ainda estão presentes em nosso mundo de pós-nazismo, mas vão sendo caldeados na ebulição cultural dos nossos dias. Nenhuma imagem explicaria melhor essa situação que a do caldeirão medieval, formulada por Wilhelm Dilthey.

Vemos assim que este livro de Kardec tem muito para ensinar, não só aos espíritas, mas também aos luminares da inteligência neo-pagã que perdem o seu tempo combatendo o Espiritismo, como gregos e romanos combateram inutilmente o Cristianismo. O processo espírita se desenvolve na linha de seqüência do processo cristão. A conversão do mundo ainda não se completou. Cabe ao Espiritismo dar-lhe a última demão, como desenvolvimento natural, histórico e profético do Cristianismo em nosso tempo. A leitura e o estudo sistemático deste livro se impõem a espíritas e não-espíritas, a todos os que realmente desejam compreender o sentido da vida humana na Terra.

Mesmo entre os espíritas este livro é quase desconhecido. A maioria dos que o conhecem nunca se inteirou do seu verdadeiro significado. Kardec nos dá nas suas páginas o balanço da evolução moral e espiritual da humanidade terrena até os nossos dias. Mas ao mesmo tempo estabelece as coordenadas da evolução futura. As penas e recompensas de após morte saem do plano obscuro das superstições e do misticismo dogmático para a luz viva da análise racional e da pesquisa científica. É evidente que essa pesquisa não pode seguir o método das ciências de mensuração, pois o seu objeto não é material, mas segue rigorosamente as exigências do espírito científico moderno e contemporâneo. O grave problema da continuidade da vida após a morte despe-se dos aparatos mitológicos para mostrar-se com a nudez da verdade à luz da razão esclarecida.

Como ciência de observação o Espiritismo nos oferece a análise de Kardec na primeira parte do volume. Como ciência de pesquisa nos oferece a segunda parte, em que vemos Kardec investigar objetivamente a situação dos espíritos após a morte. Como ele acentua incessantemente, as penas e recompensas, que são as conseqüências naturais do comportamento humano na Terra, não aparecem aqui como alegorias ou suposições elaboradas pela mente, mas como o resultado da pesquisa mediúnica, da investigação direta da situação dos espíritos através de suas próprias revelações. E essas revelações não são gratuitas nem colhidas ao acaso, mas provocadas pelo experimentador através de anos de trabalho árduo e paciente. Mais de um século depois de realizado, esse trabalho é hoje sancionado pelas investigações recentes, não só no meio espírita mas também no campo das investigações parapsíquicas.

A imparcialidade de Kardec e o seu amor pela pesquisa, a sua confiança na eficiência da investigação científica transparecem a cada instante. Charles Richet teve razão ao reconhecer a vocação científica do Codificador do Espiritismo. Dando ao inferno e ao céu os seus contornos reais, com base nos resultados de sua investigação, Kardec não repudia o dogma do purgatório, o mais suspeito da estrutura teológica arbitrária porque introduzido tardiamente no sistema dogmático católico, mas aceita-o e justifica-o. O purgatório é a Terra, o lugar determinado e circunscrito em que purgamos as nossas imperfeições, encarnados ou desencarnados.

A doutrina teológica dos anjos e demônios é submetida também à prova dupla da análise racional e da pesquisa científica. A conclusão é límpida e certa: somos demônios quando estamos saindo da animalidade para a espiritualização e somos anjos quando estamos saindo da humanidade para a angelitude. Mas isso não é uma idéia, uma hipótese, o produto de uma elocubração mental ou de uma interpretação arbitrária de textos sagrados. É o resultado da observação e da pesquisa. Milhares de criaturas espirituais observadas, interrogadas, submetidas à experiência mediúnica, forneceram os tipos psicológicos e morais da escala espírita, numa verdadeira classificação psíquica aplicável não só aos espíritos, mas também à tipologia humana.

A importância deste livro é maior do que realmente se pensa. No tocante à Teologia, como procuramos demonstrar em várias notas ao texto, O Céu e o Inferno antecipou de mais de um século as transformações que ora se operam no seio das várias igrejas. Se os teólogos, que pretendem ser homens mais do que homens, como Descartes os classificou, pudessem ter a humildade suficiente para consultá-lo, encontrariam nestas páginas a solução dos seus mais angustiantes problemas.

(São Paulo, 30 de julho de 1973)

JOSÉ HERCULANO PIRES

Título original em francês: LE CIEL ET L'ENFER ou La Justice Divine selon le Spiritisme
Autor: Allan Kardec (1865) (Hippolyte Leon Denizard Rivail)
Tradução: Guillon Ribeiro
Publicado pela FEB – Federação Espírita do Brasil



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O Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec (Terceira Obra - 1864)


Este livro foi publicado, inicialmente, com o título de Imitação do Evangelho. Kardec explica o seguinte: Mais tarde, por força das observações reiteradas do Sr. Didier e de outras pessoas, mudei-o para Evangelho Segundo o Espiritismo” . Trata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo.
A 9 de agosto de 1863, Kardec recebeu uma comunicação dos seus Guias, sobre a elaboração deste livro. A comunicação assinalava o seguinte: “Esse livro de doutrina terá influência considerável, porque explana questões de interesse capital. Não somente o mundo religioso encontrará nele as máximas de que necessita, como as nações, em sua vida prática, dele haurirão instruções excelentes. Fizeste bem ao enfrentar as questões de elevada moral prática, do ponto de vista dos interesses gerais, dos interesses sociais e dos interesses religiosos”.
Em comunicação posterior, a 14 de setembro de 1863, declaravam os Guias de Kardec: “Nossa ação, principalmente a do Espírito da Verdade, é constante ao teu redor, e de tal maneira, que não a podes negar. Assim não entrarei em detalhes desnecessários, sobre o plano da tua obra, que, segundo os meus conselhos ocultos, modificaste tão ampla e completamente”. Logo adiante acentuavam: “Com esta obra, o edifício começa a libertar-se dos andaimes, e já podemos ver-lhe a cúpula a desenhar-se no horizonte”.
Estas comunicações, cuja leitura completa pode ser feita em Obras Póstumas, revelam-nos a importância fundamental de O Evangelho Segundo o Espiritismo, na Codificação Kardeciana. Enquanto O Evangelho dos Espíritos nos apresenta a Filosofia Espírita em sua inteireza e O Livro dos Médiuns, a Ciência Espírita em seu desenvolvimento, este livro nos oferece a base e o roteiro da Religião Espírita.
Livro de cabeceira, de leitura diária obrigatória, de leitura preparatória de reuniões doutrinárias, deve ser encarado também como livro de estudo, para melhor compreensão da Doutrina. A comunicação do Espírito da Verdade, colocada como prefácio, deve ser lida atentamente pelos estudiosos, pois cada uma de suas frases tem um sentido mais profundo do que parece à primeira leitura.
A Introdução e o Capítulo I constituem verdadeiro estudo sobre a natureza, o sentido e a finalidade do Espiritismo. Devem ser estudados atenciosamente, e não apenas lidos. Formam uma peça de grande valor para a verdadeira compreensão da Doutrina.
JOSÉ HERCULANO PIRES
Título original em francês:  L´EVANGILE SELON LE SPIRITISME
Autor: Allan Kardec (1864) (Hippolyte Leon Denizard Rivail)
Tradução: Guillon Ribeiro
Publicado pela FEB – Federação Espírita do Brasil



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Mensagem enviada por um irmão Terreno.

Trecho de → O Livro dos Espíritos de Allan Kardec

RELAÇÕES DE SIMPATIA ENTRE OS ESPÍRITOS


296. São suscetíveis de alterar-se as afeições individuais dos Espíritos?

“Não, por não estarem eles sujeitos a enganar-se. Falta-lhes a máscara sob que se escondem os hipócritas. Daí vem que, sendo puros, suas afeições são inalteráveis. Suprema felicidade lhes advém do amor que os une.”

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

“Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.”

298. As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia reunirá?

“Não; não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.”


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O Livro dos Médiuns de Allan Kardec (Segunda Obra - 1861)




É o aprofundamento do estudo sobre as manifestações dos Espíritos. Está dividido em duas partes, cada parte em vários capítulos. A primeira trata das noções preliminares para introduzir o leitor nos assuntos, começando por um capítulo intitulado "Há Espíritos?".
A segunda parte trata das manifestações propriamente ditas, mediunidade, seus variados tipos, médiuns e fatores que influem na mediunidade. Enfoca os princípios básicos para a utilização adequada da mediunidade, a questão moral e a mediunidade, bem como os problemas das mistificações, das fraudes e do charlatanismo. No final, apresenta o regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e também das comunicações apócrifas (falsas) que podem enganar os mais afoitos e menos esclarecidos a respeito de mediunidade.
Título original em francês:  LE LIVRE DES MÉDIUMS
Autor: Allan Kardec (1861) (Hippolyte Leon Denizard Rivail)
Tradução: Guillon Ribeiro
Publicado pela FEB – Federação Espírita do Brasil


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QUEDAS VIBRATÓRIAS:

"Quando vivi na terra, lutei muito para construir uns religião de amor ao Deus único e de amparo ao semelhante, para que seu sofrimento fosse amenizado, eliminando as grandes injustiças sociais.
O mundo mudou, tecnicamente, mas o homem está cada vez mais requintado na arte de se desumanizar. Cada vez cria mais situações de delinquência ante a Lei Maior, algumas inimagináveis e indescritíveis, tal a crueldade e a indignidade das práticas realizadas.
(...) Estou lutando de uma forma diferente, para mudar a vibração planetária, mudando o pensamento, o sentimento e as atitudes humanas. Constrange-me assistir as quedas vibratórias que temos visto, de seres que foram do nosso convívio e hoje purgam nos mais baixos graus do "inferno", tanto em vida quanto em espírito." - Sermões de um Mestre, Pena Branca, aos Filhos da Terra

Neste trecho, o Mestre Pena Branca enfatiza a grande queda que a humanidade está tendo, diante de tanto sofrimento e maus feitos. Ele prega a nossa "libertação", afirmando que está lutando para conseguir abrir nossos olhos, e nos livrar de tamanho castigo no "inferno", que não se trata só do espiritual, mas também o inferno astral que passamos na terra, ainda em vida.


"Não queremos ser alarmistas e assustadores, mas as coisas não têm caminhado bem. As hostes trevosas estão encontrando muito espaço entre os humanos e estão soltas, atuantes e ameaçadoras.
Trabalhem conosco, encarnados que desejam um planeta melhor e vidas dignas para seus descendentes e para todos os seus semelhantes." - Mestre Pena Branca, Mehi Mahi.

Com carinho...

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O Livro dos Espíritos de Allan Kardec (Primeira Obra - 1857)




O Livro dos Espíritos (Le Livre des Esprits) é o primeiro livro sobre a doutrina espírita publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, em 18 de abril de 1857, sob o pseudônimo Allan Kardec. É uma obra básica do espiritismo, e foi lançado por Kardec após seus estudos sobre os fenômenos que, segundo muitos pesquisadores da época, possuíam origem mediúnica, e estavam difundidos por toda a Europa durante o século XIX.

Nele estão contidos os princípios fundamentais do Espiritismo, tal como foram transmitidos pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, através do concurso de diversos médiuns. Seu conteúdo é apresentado em 4 partes: Das causas primárias, do mundo espírita ou dos espíritos, das Leis Morais e das esperanças e consolações.

Eis alguns dos assuntos de que trata: prova da existência de Deus, Espírito e Matéria, formação dos mundos e dos seres vivos, povoamento da Terra, pluralidade dos mundos, origem e natureza dos Espíritos, perispírito, objetivos da encarnação, sexo dos Espíritos, percepções, sensações e sofrimentos dos Espíritos, aborto, sono e sonhos, influência do Espíritos nos acontecimentos da vida, pressentimento, Espíritos protetores e outros temas de real interesse ao homem atual.

Na parte relativa às Leis Morais, os temas versam sobre o bem e o mal, a prece, necessidade de trabalho, casamento, celibato, necessário e supérfluo, pena de morte, influência do Espiritismo no Progresso da Humanidade, desigualdades sociais, igualdade de direitos do homem e da mulher, livre-arbítrio e conhecimento de si mesmo. E, finalmente, na última parte, refere-se aos temas: perdas de entes queridos, temor da morte, suicídio, natureza das penas e gozos futuros, Paraíso, Inferno e Purgatório.

É um livro que abre novas perspectivas ao homem, pela interpretação que dá aos diversos aspectos da vida, sob o prisma das Leis Divinas, da existência e sobrevivência do Espírito e sua evolução natural e permanente, através de reencarnações sucessivas.
Seus ensinamentos conduzem o homem atual à redescoberta de si mesmo, no campo do espírito, fornecendo-lhes recursos para que compreenda, sem mistério, quem é, de onde veio e para onde vai.


Título original em francês:  LE LIVRE DES ESPRITS
Autor: Allan Kardec (1804-1869) (Hippolyte Leon Denizard Rivail)
Tradução: Guillon Ribeiro
Publicado pela FEB – Federação Espírita do Brasil


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Patrícia desencarnou aos dezenove anos, de forma tranquila: "foi como dormir e acordar no plano espiritual, entre amigos".

Violetas na Janela mostra o relato de uma pessoa consciente do que é a desencarnação. É narrado com muita simplicidade pela própria Pratrícia, as belezas que encontrou no plano espiritual, além das dúvidas que teve, do tipo: Como se alimentar? Como se vestir? Sentiria frio? Usaria o banheiro?


Patrícia descreve com clareza a colônia para onde foi levada, algumas curiosidades, detalhes da vida espiritual, e o mais importante: fala da ajuda que obteve dos familiares espíritas e da sustentação psicológica que recebeu de seu pai, exemplificando como proceder diante da morte de entes queridos.

Em alguns trechos, Patrícia relata também histórias contadas por outros espíritos desencarnados e moradores da Colônia para onde foi, que passaram por momentos difíceis em seu desencarne.
A leitura desmistifica a "morte" e nos faz entender que a verdadeira vida está "do outro lado".

Alguns trechos do livro para refletirmos:

“- A morte do meu corpo foi muito dolorida. (…) Revoltei-me com tudo e todos, tornei-me uma doente amarga. (…) Continuei a sofrer depois do desencarne. Vaguei com dores pelo meu antigo lar. Sofri muito. Depois de muitos anos fui socorrida. Entendi que foi merecido tudo o que passei. Tendo saúde quando encarnada, não dei valor, tomava sempre bebidas alcoólicas, fumava, envenenei meu corpo com egoísmo, inveja e ciúme. Se não fiz mal a ninguém, fiz pouco bem, e o que fiz foram a poucas esmolas, resto do meu supérfluo que distribuí. Nunca pensei em ajudar realmente alguém. Vivi na matéria, como uma tola imprudente, ignorando a parte verdadeira, a espiritual. A dor, a doença, tudo isso foi uma forma que havia escolhido, antes de reencarnar, para alertar-me, mas fiquei revoltada e não sofri com resignação. Quem não sofre com aceitação, pouco lhe adianta. Depois, em vez de reconhecer meus erros, revoltei-me, achando injusto, por não ter feito, em meu ponto de vista, nada de ruim, pois não matara, não roubara, não traíra, etc. Esqueci-me de que pude fazer o bem e não fiz. Nem aprender quis. Para que saber? Dizia sempre: “Depois de morta, aprendo. E isso, se houver continuação da vida”. Teve, continuei a existir depois do meu corpo ter morrido. E permaneci sofrendo pelos mesmos motivos, até que, cansada, comecei a ver realmente meus vícios. Mais humilde, clamei, pedi ajuda. Amigos e parentes levaram-me para o hospital de um Posto de Socorro, onde sarei e vim para a Colônia. Agora, tendo a oportunidade, sou agradecida, tento educar-me no trabalho útil e no estudo da boa moral. {Palavras de D. Amélia}”


“O comodismo, o ‘estar muito bem assim’, faz com que paremos. Já estive pior, mas não é por isso que não posso querer melhorar.”

“Devemos compreender sem ilusão o que realmente somos, e não o que pensamos ser, e, com coragem, realizar nossa transformação. Ser agora, no presente. O futuro é uma consequência vivida do presente e não fruto de aspirações de uma mente ociosa, que deixa sempre essa transformação para depois. É nossa obrigação passar de necessitado para útil.

(…) Prometi a mim mesma não ter mais necessidades, não somente as que refletem do corpo físico (…) Mas as principais: não ser pedinte de graças, não querer que outras pessoas façam o que posso fazer e também aprender a ser útil e a servir.”


“O não entendimento da continuação da vida leva muitas pessoas a terem pena de quem desencarna. A desencarnação para os bons é paz e alegria. Para os maus e ociosos é o começo de sua colheita.”

“A prece muitas vezes não atinge a quem se pretende beneficiar, mas, indiscutivelmente, beneficia a quem ora.”


História Ditada pelo Espírito: Patrícia
Psicografada por: Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
Publicado pela Petit Editora, da cidade de São Paulo em 1993


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Sejam bem vindos, novamente, ao nosso espaço de Luz, Fundamentos e Amor! 
Após alguns meses afastados, voltamos, pouco a pouco, com nossos ensinamentos e mensagens Espirituais. 
Recebi um grande "presente" de um irmão em Terra, que foi encarregado de passar a mim a mensagem desse Grande Mestre Pena Branca, orientando-me a continuar com as atividades aqui no Blog.

"Estamos preparando muitas pessoas, abrindo seus Chacras e seus mentais, para que sejam receptoras e emanadoras do conhecimento Divino e possam influenciar seus irmãos encarnados da Fé, da religiosidade, da razão e do amor a Deus, nosso Pai Maior.
Como o momento é de urgência, esse processo está sendo acelerado, pois espíritos negativos estão atuando com muita intensidade nos humanos encarnados e desencarnados.

A urgência visa acelerar processos de evolução religiosa , para que possamos contrapor os valores Divinos aos valores desumanos que estão prevalecendo no planeta (...) Você faz parte do grupo que selecionamos e precisamos muito do seu trabalho, intensificado, como canal das mensagens que transmitimos (...) Pedimos seu esforço, mesmo sabendo que em algumas ocasiões estará cansada e querendo dormir (...) As mensagens de amor e conscientização não têm tido muita receptividade no coração humano. Então, agora, é o momento de tentarmos uma nova forma de consciência.

(...) Continue seu trabalho como tem feito e os frutos brotarão. Estamos atentos às suas necessidades e pedimos que atenda as nossas." - Mestre Pena Branca, Mehi Mahi.

Atendendo aos pedidos do Mestre, me comprometo, novamente, a continuar com esse trabalho de conscientização aqui no Blog (como meio de comunicação), e mesmo que não haja muito tempo em minha rotina (que se intensificou), tentarei ao menos toda semana fazer postagens e responder à todos.

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PRECE A OGUM
“Eu andarei vestido com as roupas e as armas de Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar. Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge.
Deus adiante paz e guia, encomendo-me a Deus e a virgem Maria minha mãe, os doze apóstolos meus irmãos, andarei nesse dia nessa noite, com meu corpo cercado vigiado e protegido pelas armas de São Jorge. São Jorge sentou praça na cavalaria, eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia!
Salve meu Pai Ogum e sua coroa, salve toda a falange de Jorge!"
Patacori Ogunhê!



Acalma minha alma, Senhor!
Que se confrange em pesares, ante os problemas mal resolvidos ou sem solução.
Acalma minha alma, Senhor!
Quando a madrugada chega e o sono não vem para o reclamado repouso do corpo cansado da luta diária.
Acalma minha alma, Senhor!
E toma minha vida em Tuas mãos. Conduza-me para que eu não me perca nos caminhos tortuosos, do desespero e da angústia que, insistentes, batem à porta de meus pensamentos e de meu coração.
Acalma minha alma, Senhor!
Equilibra minhas energia e fortalece meu espírito e assim, somente assim, com Teu amor alicerçando minha vida, é que poderei vencer
 
Hoje e sempre.
Amém


PRECE A OMOLU

"A Omulú, que junto a Obaluaê são um só, peço o perdão e a bênção, Atotô Meu Pai! Em sua misericórdia infinita, dai-me a força e saúde plena!
Ajuda a curar as doenças e dá alívio as dores carnais e Espirituais, Pai Amado.
 
Pedimos vosso amparo curador, meu Pai Omolu, cure nossas doenças Espirituais, que impedem nossa evolução.
Vós que sois o amparador dos Espíritos caídos nas trevas da ignorância, nos ampare e nos guie com vossos braços fortes de protetor da vida. 
 
Espalhe vida em nossos campos vibratórios e envolva nossos corpos energéticos em vossas vibrações telúricas.
Senhor da terra, abençoe o chão que pisamos e nos sustente a trilharmos caminhos retos e luminosos na Criação.
 
Cure - nos de nossos egoísmos, nossas vaidades, nossa ignorância, nosso rancores, nossas mágoas, nossas tristezas e ajude-nos a ter mais compaixão, alegria,confiança, fé, amor, tolerância, paciência para que vivamos em harmonia com os que nos cercam.
Cubra nossos lares e familiares com vosso manto protetor e cure todas as doenças materiais e espirituais que rodeiam eles.
Meu Pai Atotô! Afasta de mim aqueles que desejam a destruição de minha saúde e minha devastação espiritual e dá-me forças para vencê-los em espírito, Pai Omolu.
Mantenha-me forte e firme nos caminhos difíceis da vida!"

Atotô meu velho Omulú!


Prece a Oxum!

 
"Salve Oxum, dourada Senhora da pele de ouro, bendita são tuas águas que lavam meu ser e me livram do mal. Oxum, Divina Rainha, bela Orixá, venha a mim, caminhando na lua cheia, trazendo em suas mãos os lírios do amor de paz. Torna-me doce, suave e sedutor como tua és.
Oh! Mamãe Oxum, poteja-me, faça que o amor seja constante em minha vida, e que eu possa amar toda a criação de Olorum. Proteja-me de todas as mandingas e feitiçarias. Dai-me o néctar de sua doçura e que eu consiga tudo o que desejo: a serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.
Que eu seja como suas águas doces que seguem desbravadoras no curso dos rios, entrecortando pedras e se precipitando as cachoeiras, sem parar nem ter como voltar a traz, apenas seguindo meu caminho. Purifique minha alma e meu corpo com suas lágrimas de alento. Inunda-me com sua beleza, sua bondade e seu amor, enchendo minha vida de prosperidade."

Oraiêiêô! Sarava Oxum!


PRECE A XANGÔ

Senhor meu Pai Xangô, o infinito é tua grande morada no espaço, teu ponto de energia é nas pedras das cachoeiras. Com tua justiça fizeste uma construção digna de Rei. Meu Pai Xangô, tu que és defensor da justiça de Deus e dos homens, dos vivos e do além da morte, tu, com tua machadinha de ouro, defende-me das injustiças, acobertando-me das mazelas, das dívidas, dos perseguidores mal-intencionados. Protege-me meu glorioso Pai Xangô na Umbanda. Sempre justiceiro nos caminhos em que eu venha a passar com a força desta prece, sempre contigo estarei, livrando-me do desespero e da dor, dos inimigos e dos invejosos, dos indivíduos de mau-caráter e dos falsos amigos. Axé!


Setembro é o mês de Cosme e Damião, mês de doces, frutas, guaraná, risadas e brincadeiras. Setembro veio para tirar toda a amargura do coração dos desesperados, toda a tristeza do rosto dos que choram e lavar a alma dos aflitos.
Que as Crianças Angelicais tragam para os irmãos Terrenos toda a Alegria que elas carregam, toda Luz que as iluminam e encham nossos corações de Esperanças. 
Dedico essas palavras à você, que hoje clama por misericórdia, que clama por paz e fé! Dedico essa oração à todos que de alguma forma buscam as Bênçãos desses seres iluminados.
Que Cosme, Damião e o pequeno Doum cubram você, seus familiares, sua casa, e todos que o cercam de Serenidade e Alegrias. Que nesse momento seus temores se afastem, e só fique por perto as coisas boas e aqueles que te querem bem! Que nesse exato momento, você consiga enxergar além e confiar nas nossas Crianças Espirituais pois elas sabem exatamente as Graças que você precisa alcançar!

Axé e muito amor na paz da → Ibejada 💖

PONTO CANTADO: "Na Bahia tem um côco" por Leo Batuke


 PRECE PARA CURA:


"Pai celestial, que habitais o meu interior, impregna com a Tua Luz vital cada célula de meu corpo, expulsando todos os males, pois estes não fazem parte de meu Ser. Na minha verdadeira realidade, como filho de Deus perfeito que sou, não existe doença; por isso que se afaste de mim todo o mal, todos os bacilos, micróbios, vírus, bactérias e vermes nocivos, para que a perfeição se expresse no meu corpo, que é templo de Divindade.
Pai, teu Divino filho Jesus disse: 'peça e receberais, porque todo aquele que pede recebe', portanto, tenho absoluta certeza de que a minha oração da cura já é a própria cura. Para mim agora, só existe esta verdade: a cura total. Mesmo que a imagem do mal permaneça por algum tempo no meu corpo, só existe em mim agora a imagem mental da cura e a verdade da minha saúde perfeita.
Todas as energias curadoras existentes em mim estão atuando intensamente, como um exército poderoso e irresistível, visando os inimigos, fortalecendo as posições enfraquecidas, reconstruindo as partes demolidas, regenerando todo o meu corpo. Sei que é o poder de Deus agindo em mim e realizando o milagre maravilhoso da cura perfeita.
Esta é a minha verdade mental. Esta portanto é a verdade do meu corpo.
Agradeço-te, óh! pai, porque Tu ouvistes a minha oração.
Dou-te graças, com toda alegria e com todas as forças interiores porque tua vontade de perfeição e saúde aconteceram em mim, em resposta ao meu pedido."
Assim é e assim será.

Dr. Manoel Dantas


PRECE A IBEJADA E A XANGÔ:

Minhas crianças, meus erês, ibejis! Senhores do cosmos que me dão a mão.
Cosme e Damião, Senhores do riso e da alegria, dos potes, dos vasos repletos de bênçãos...
Eu lhes agradeço por minha estrada, por minha vida e oportunidades.
A certeza da continuidade e da prosperidade, a infância cheia de vida, pureza e alegria...
Eu lhes saúdo e lhes agradeço pois toda a minha alegria nasce de tuas bênçãos!

Oh! Senhor dos Trovões. Pai da justiça e da retidão.
Orixá que abençoa os injustiçados.
Defenda, meu Senhor, minha casa, minha família dos inimigos ocultos, dos ladrões e dos mentirosos.
Oh! Xangô rogo-te as vibrações de amor e misericórdia, Pai da dinastia humana, livra-me de todo escândalo.

Bondoso São Jerônimo, o vosso nome Xangô, e Cosme e Damião, nossas crianças, nos terreiros de Umbanda, nos despertam as mais puras vibrações. Amém!



PRECE A IEMANJÁ:

Doce, meiga e querida Mãe Iemanjá. 
Vós permitiste que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que foram o berço de toda a criação, de toda a natureza e de toda a humanidade, aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.

Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os males, curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos revoltados, consolar os corações aflitos. 
Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado, sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las seja as ondas do mar portadoras de vossos fluídos divinos. 
Fazei, Senhora Rainha das Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerenças. 

Que os nossos corpos, tocados por vossas águas sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e espirituais.  

Que a primeira onda a nos tocar afaste de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança; 
Que a segunda lave nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e malquerença de nossos desafetos; 
Que a terceira onda afaste a vaidade de nossos corações; 
Que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas para que, sadios, possamos prosseguir; 
Que a quinta onda afaste de nossa mente a ganância e a cobiça; 
Que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos os homens; 
E que ao passar a sétima onda, nós, puros e limpos de mente, corpo e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de vossa radiosa imagem.
É o que humildemente vos suplicam seus filho.

Que assim seja, hoje e sempre. Amém!


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